Coordenador da Artgay cobra do Governo apoio ao PLC 122 e a luta contra homofobia.


Em reunião com LGBT, Dilma afirma que é contra a  violência e o preconceito no Brasil

      Coordenador da Artgay cobrou do Governo apoio ao PLC 122 e a luta contra homofobia

     A ARTGAY e as demais redes nacionais de Lésbicas, Gays, Bissexuais , Travestis e Transexuais - LGBT foram recebidas , pela primeira vez na história do Brasil, no dia do Orgulho Gay ( 28.06.2013) , pela Presidenta do Brasil, Dilma Roussef , no Palácio do Planalto. Dilma enfatizou que ela e o Governo Federal defendem o Estado Laico e que são contra a violência e discriminação por orientação sexual.


“No meu governo não vou posso defender nenhuma opção religiosa, por que o Estado é Laico e não vamos aceitar nenhuma discriminação e violência por causa da orientação das pessoas " . Dilma afirmou que ao receber o movimento organizado nacional LGBT ela ouve as  manifestações das ruas e disse que nos últimos dez anos a pauta progressivamente foi mudando de combate a fome e a miséria e agora para a luta por  direitos, contra a violência e o preconceito.

   O coordenador da ARTGAY, Léo Mendes , aproveitou para falar da necessidade do Governo levar a ONU a inclusão do respeito as orientações sexuais e de gênero,  o apoio ao PLC 122, rejeição ao PDC 234 (cura gay) e da PEC 99 (Fim do Estado Laico) . Cobrou o lançamento do  2 º Plano  Nacional LGBT, Orçamento para políticas LGBT e o desenvolvimento do Brasil respeitando os direitos humanos, especialmente dos LGBT.  Léo lembrou a presidenta que o Governo Federal reconheceu em 2012 , 311 assassinatos de LGBT por causa da Homofobia e que as políticas nacionais LGBT ( Coordenadoria, Conselho, Disque 100, Conferencias, Política de Saúde LGBT, Sistema Nacional LGBT ) precisam do reforço de uma lei federal que puna a intolerância, ódio e a discriminação contra LGBT.

             Dilma reconheceu que os dados de assassinatos de LGBT, recolhidos pelo Governo  Federal , através da imprensa, é só uma ponta do iceberg e solicitou que IBGE recolha dados sobre a comunidade LGBT no Brasil. Para Dilma "os  números podem ajudar na política " e por isso mesmo, a presidenta cobrou a inclusão do quesito orientação sexual nos boletins de ocorrência das delegacias, como é feito contra a violência as mulheres. Dilma pediu que os movimentos LGBT participassem ativamente da discussão da Reforma Política no Brasil e reconheceu que as crianças e adolescentes são as que mais sofrem com a discriminação. Dilma salientou a necessidade de enfrentamento da violência que atinge especialmente os jovens negros do Brasil.

    Esta é a primeira vez em 513 anos de História do Brasil que um/a Governante recebe o movimento social LGBT no dia Internacional do Orgulho Gay. Em sua declaração em rede nacional, após a manifestação nacional de protestos, a Presidenta Dilma afirmou que receberia e ouviria os movimentos sociais e as vozes das ruas. A presidenta ouviu por uma hora as reivindicações  da ANTRA, ABGLT, ARTGAY ,LBL e Conselho Nacional LGBT . 

    A presidenta ouviu da Ministra Maria do Rosário, que o Governo, por meio da Secretaria de Direitos Humanos estava lançando o Sistema Nacional LGBT e que já tinha se manifestado contra o projeto da Cura gay e a favor do PLC 122. A Ministra da Secretaria das Mulheres, Eleonora Menicucci anunciou que o Ministério da Saúde lançará nos boletins do SUS dados sobre a orientação sexual e identidade de gênero de todas as vítimas de violência. 

      Dilma reconheceu que os dados de assassinatos de LGBT, recolhidos pelo Governo  Federal , através da imprensa, é só uma ponta do iceberg e solicitou que IBGE recolha dados sobre a comunidade LGBT no Brasil. Para Dilma "os  números podem ajudar na política " e por isso mesmo, a presidenta cobrou a inclusão do quesito orientação sexual nos boletins de ocorrência das delegacias, como é feito contra a violência as mulheres.  

           Participaram da reunião, além da presidenta Dilma, ministro Gilberto carvalho da Secretaria Geral, Ministra Maria do Rosário dos Direitos Humanos, Ministra Eleonora Menicucci das Mulheres e o Coordenador Nacional LGBT e presidente do Conselho LGBT , Gustavo Bernardes, 3 representantes da ABGLT ( Carlos Magno, Gui Cunha e Toni Reis ), 3 da Antra ( Cris Stefanny, Fernanda Benvennuti e Keila Simpson e 1 das demais redes Artgay ( Léo Mendes ) , Rede de Negras/os ( Janaína Oliveira ), CMP (Gil Santos ), Fonajune ( Geova Banto ), Abeh ( Marina  Reidel ) , LBL ( Rosi ) e ABL ( Carla Ayres ).

A Artgay cobrará dos 27 Governadores e 5.600 prefeitos do Brasil que recebam o movimento social LGBT e ouçam as reivindicações da comunidade Gay  

     Nota da ARTGAY em repúdio a Homofobia do Governador do Mato Grosso do SUL


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