Lésbicas e mulheres bissexuais participam do #OcupaParqueDF



Crédito : Divulgação
Por Alexandra Martins - As mulheres vão ocupar o Parque da Cidade de Brasília! É com esse objetivo que o grupo Liga Lesbiônica vai participar da atividade #OcupaParqueDF, no dia 01/07 a partir das 10h no Parque da Cidade Sarah Kubitschek, em Brasília. A ação é uma manifestação política e um evento cultural promovido por grupos, organizações e pessoas lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais (LGBT), do Distrito Federal e do Entorno.
Dentre as várias reivindicações está a de: 1) denunciar as ações de revitalização do Parque da Cidade, conduzidas de forma arbitrária pelo poder público, as quais tem atingido diretamente as pessoas LGBT que frequentam o local; (2) propiciar um ambiente de socialização entre pessoas LGBT, entre pessoas LGBT e pessoas heterossexuais que, habitualmente ou esporadicamente, frequentam o Parque. (3) denunciar o descaso do Governo do Distrito Federal quanto à falta de promoção de políticas públicas para a população LGBT e (4) ser um canal de denuncia de homofobia, lesbofobia e transfobia institucionalizada.
Para Cintya Azevedo, uma das organizadoras do evento Lesbionicas #OcupamParqueDF é imprescindível que as lésbicas estejam presentes em todos os espaços: da política aos de diversão.” Acredito que mulheres sempre precisam de visibilidade nas ocupações e movimentos sociais para que nosso espaço seja respeitado na sociedade. É mostrando a nossa cara com garra, coragem, determinação que formamos uma receita infalível para transformar a sociedade de forma justa e igualitária”, ressalva.
Atualmente, o Parque da Cidade é praticamente o único espaço de socialização realmente democrático no Distrito Federal onde a comunidade LGBT está presente sem distinção de raça, cor, classe ou credo.
Para a diretora da ONG Elos LGBT-DF, Rafaela Assunção, “nesses eventos podemos ser nós mesmas ao invés de nos reprimir, podemos soltar a voz, coisa que praticamente não nos é permitida na grande maioria das vezes em locais públicos. Sejamos mulheres livres, sejamos lésbicas livres, vamos todas ao #OcupaParqueDF!”. Para a diretora, a presença nesses eventos políticos tem extrema importância porque, independente da orientação sexual, a mulher é passível de sofre preconceitos, seja devido o racismo, homofobia, e outras opressões causadas pela sociedade machista e/ou a própria lesbofobia.
Aprendendo com a comunidade estrangeira - Há alguns anos, a comunidade LGBT latinas, negras e pobre de NY passaram por um acontecimento semelhante ao do #OcupaParqueDF quando quiseram "revitalizar" os piers. Na ocasião se reuniram e conseguiram combater a exclusão social que havia na época. Atualmente trabalham em um projeto que prevê a construção de um Centro de Referencia LGBTT no local.
Na Argentina, nossas hermanas também utilizam o espaço público para fazer política. Em março do ano passado, a comunidade lésbica inaugurou a Plazoleta Torta Lola Mora, o primeiro parque Lésbico de Buenos Aires e da América Latina.
A comunidade LGBT falante da língua espanhola utiliza a palavra “torta” (em português significa bolo) como gíria para se referir às mulheres que gostam de mulheres. O termo foi criado na Espanha durante a ditadura quando, com a desculpa para fazerem reuniões, as lésbicas se reuniam na casa das companheiras e cada uma levava um bolo. Quando questionadas pela polícia sobre esses encontros clandestinos, explicavam que faziam um encontro caseiro, um encontro de “tortas”.
Visite o site Lesbionicas #OcupamParqueDF

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