Censura na campanha global da Benetton

O ódio não cessa com ódio em tempo algum, o ódio cessa com o amor” – Sutta Pitaka
O ódio, ou melhor, a forma de lhe pôr fim, é o tema da campanha UNHATE, um projecto criado pela  Benetton com o objectivo de fazer uma chamada de atenção global para temas como a proximidade entre os povos, crenças, culturas ou a compreensão pacífica das razões dos outros. O tema central da campanha é o beijo, símbolo universal do amor, protagonizado entre líderes políticos e religiosos. Por exemplo, Barack Obama e o líder chinês Hu Jintao; o Papa Bento XVI e Ahmed Mohamed el-Tayeb, imã da mesquita de AL-Azhar no Cairo (o mais importante e moderado centro de estudos islâmico sunita do mundo); o presidente da Autoridade Nacional Palestina Mahmoud Abbas e o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu.
São imagens simbólicas de reconciliação, com um toque de esperança irónica e provocação construtiva, para solicitar uma reflexão sobre como a política, a religião e as ideias, mesmo que diferentes e contrapostas, devem levar ao diálogo e à reflexão.
A campanha mundial de comunicação UNHATE é a primeira iniciativa da recém-constituída Fundação UNHATE, que foi hoje apresentada mundialmente por Alessandro Benetton, vice-presidente executivo do Benetton Group, em Paris, na Flagship Store do Boulevard Haussmann.
“Se o amor global continua a ser uma utopia ainda que compartilhável, o convite a ‘não odiar’, a opor-se contra a ‘cultura do ódio’, representa um objectivo ambicioso, mas realista – explica Alessandro Benetton. Com esta campanha decidimos dar visibilidade mundial a uma importante ideia de tolerância, para convidar os cidadãos de todos os países, num momento histórico de grandes turbulências e não menores esperanças, a reflectir sobre como o ódio nasce, sobretudo, do ‘medo do outro’ e do que não se conhece. A nossa campanha é universal e utiliza instrumentos como a web, o mundo dos media e das redes sociais e a imaginação artística. É também única porque chama para a açcão aqueles a quem se dirige, ou seja, os cidadãos do mundo. Ao mesmo tempo, insere-se plenamente nos valores e na história da Benetton que – escolhendo temas sociais e promovendo activamente causas humanitárias que, contrariamente, não teriam tido a possibilidade de serem comunicadas em escala global – deu sentido e valor à própria marca, construindo um diálogo duradouro com as pessoas do mundo.”


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