Profissionais de saúde do DF participam de oficina sobre diversidade sexual


Cerca de 50 profissionais de saúde representando os serviços de atenção básica e unidades de assistência a pessoas vivendo com HIV/Aids da rede pública de saúde do DF, reuniram-se no dia 8 de junho, no auditório do LACEN/SES-DF, para participarem de oficina.
Eles participaram de uma oficina sobre estigma e discriminação relacionados à diversidade sexual, conduzida, por Beto de Jesus, do Projeto Quero Fazer e Denise Serafim, técnica da área de Redução de Risco e Vulnerabilidade do Departamento de DST-Aids HV do Ministério da Saúde.

O perfil da epidemia de Aids não é mais o do início da década de 80. Hoje há mulheres e homens infectados pelo HIV, muitos dos quais heterossexuais. Apesar de não haver mais ?grupos de risco? para a Aids, percebe-se ainda a necessidade de elaboração de estratégias para alcançar populações específicas com vulnerabilidade acrescida.
Sabe-se hoje que situações de preconceito e discriminação voltadas à orientação homo e bissexual torna estas pessoas ainda mais vulneráveis. A redução da autoestima pode ter como consequência a diminuição do autocuidado, possibilitando, inclusive a ocorrência de relações sexuais sem o uso do preservativo.
Dentro da assistência a pessoas que vivem com HIV/aids, é preciso lembrar que a própria condição de viver com o vírus gera estigma. Se somarmos a carga de preconceito vivida por esta população à experiência de discriminação ocasionada por sua orientação sexual, é fácil percebermos a importância de discutirmos a adequação do acolhimento destes usuários em nossos serviços.
A oficina possibilitou um espaço de discussão sobre conceitos básicos em diversidade sexual, imprescindíveis à correta abordagem dos usuários na rede pública de saúde. Os participantes puderam entender, por exemplo que a orientação sexual (homo, hetero ou bissexual) não depende da vontade do indivíduo, não sendo adequado, portanto, usarmos o termo ?opção? sexual (e sim, orientação).
Espera-se que os profissionais que participaram desta atividade possam levar as informações discutidas aos seus locais de trabalho e assim melhorar o atendimento humanizado que vem sendo implantado na rede pública de saúde do Distrito Federal.
Informações sobre o Projeto ?Quero Fazer?
http://www.querofazer.org.br
Para atingir seus objetivos estratégicos o programa ?QUERO FAZER?,atuando em parceria com Programas Estaduais e Municipais de DST/Aids, ONGs e serviços de saúde locais, estruturou e trabalha com a realização de aconselhamento e testagem voluntária (ATV) para o HIV, usando o teste rápido. Este trabalho é concretizado e disponibilizado a grupos específicos da população (gays, HSH e travestis)de três formas:
Em serviço de ATV em unidade móvel.
Em serviço de ATV em uma ONG no Rio de Janeiro e no Recife.
Em Centro de Testagem e Aconselhamento (CTA) específico durante horários alternativos.

                                                                                                                              Fonte: Ascom-SES/DF

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