Hotéis de São Paulo dão aula de etiqueta para atender o público gay



No mês que vem, a cidade será sede da Parada Gay, mas donos de hotéis, bares e restaurantes estão olhando longe, com o foco na Copa de 2014.
São cada vez mais altas as cifras movimentadas pelo turismo gay. Hotéis, restaurantes, eventos – o mercado percebeu, mas muitos ainda reclamam que são mal atendidos. Para ajudar a vencer o preconceito e receber melhor o público gay, um curso em São Paulo está dando dicas a funcionários de hotéis e de restaurantes.
No mês que vem, a cidade será sede da Parada Gay, considerada a maior do mundo. A ideia é que o curso, que tem duração de um dia, se repita mensalmente até o fim do ano.
A camareira Gisléia Rosa Buriti não esquece a primeira vez que arrumou a cama de casal de dois hóspedes homens. ‘”Eu fiquei assustada. Atendi normalmente, mas saí pasma. Hoje eu vejo que é totalmente normal”, comentou.

Na portaria, a “gafe” era do segurança de hotel João Alves. “Sempre quando chegavam, principalmente casais, a gente ficava dando toquinhos assim um para o outro e rindo”, revela.
Os funcionários de alguns hotéis de São Paulo têm tido curso de etiqueta para receber gays, lésbicas e transexuais. “O maior constrangimento no hotel é que, mesmo que você faça uma reserva para casal, quando você chega ao quarto, a maioria das vezes você encontra duas camas de solteiro por serem duas mulheres”, conta a relações-públicas Mara Viegas.
“Às vezes você chega a um restaurante que o garçom tem um pré-conceito da sua pessoa e coloca você sentado em uma mesa perto do banheiro ou até mesmo no fundo do restaurante”, diz o recepcionista bilíngue Eduardo Oshiro.
A Avenida Paulista vai virar palco da Parada Gay em pouco mais de um mês. No ano passado ela trouxe mais de 400 mil visitantes para a cidade e girou nada menos que R$ 188 milhões no setor de turismo. Mas o evento não é o único motivo do interesse em aprender a lidar com o público gay. Os donos de hotéis, bares e restaurantes estão olhando longe, com o foco na Copa de 2014.
“É preciso que o Brasil tenha uma postura de receber sistematicamente bem os turistas gays e as turistas lésbicas que vêm aqui. Porque quem se ofende volta e fala”, afirma Laura Bacelar, que é palestrante de um dos cursos que acontecem na cidade. Os encontros são quase sempre muito bem humorados.
Para Franco Reinaudo, coordenador geral de assuntos da diversidade sexual em São Paulo, rir é a melhor forma de derrubar preconceitos. “A questão do preconceito, apesar de ser muito difícil, a gente não pode ficar se vitimizando”, acredita Reinaudo.
Para não cometer nenhuma gafe, os alunos aprendem regras valiosas. Se for indicar o toalete, opte pelo gênero que a pessoa se apresenta: mulheres e transsexuais femininos no banheiro feminino e vice-versa; o garçom deve entregar a conta para quem a pediu; e no hotel, ao receber dois homens gays, por exemplo, o recepcionista precisa perguntar com naturalidade se prefere cama de casal ou de solteiro.
Vale a dica de quem já errou mais de uma vez. “Você tem de tratar todos iguais, como seres humanos, do jeito que você é também”, defende o segurança de hotel João Alves.

Fonte:Bom dia Brasil

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