Terceiro Pinknique LGBTS discutirá o “Disque 100” e contará com representantes da SEDH



As cores do arco-íris já estão virando parte do cenário do Parque Sarah Kubitschek, dando um colorido todo especial para o verde do espaço. À medida que a gigantesca bandeira LGBT é estirada no gramado entre a pista de cooper e o lago artificial do estacionamento do Kart, os olhares curiosos se voltam para a movimentação e, antes que se possa dizer “Direitos iguais, nada menos, nada mais”, está dado início ao burburinho do “Pinknique LGBTS”, encontro organizado pela ONG Elos LGBT do DF.

Em sua terceira edição, o Pinknique, que vêm reunindo uma média de 50 pessoas a cada encontro no Parque da Cidade, tem como objetivo abrir um novo espaço de encontro para debates voltados para as questões LGBT.

“A idéia do Pinknique é oferecer mais uma opção de lazer para os jovens LGBT de Brasília, e, ao mesmo tempo, dar mais visibilidade às questões que fazem parte do nosso cotidiano, como a homofobia e prevenção, por exemplo”, diz Evaldo Amorim, presidente do Elos. “Fazemos isso através de debates, discussões e falas de convidados que levamos para os encontros”.

Segundo Amorim, os debates, que já abordaram temas como o aborto e a homofobia, vêm sendo muito bem recebidos, tanto pelos participantes do Pinknique, quanto pelos transeuntes que se sentem instigados pela movimentação e acabam se juntando ao grupo.

“Na segunda edição do Pinknique, tivemos a participação do policial militar Moisés que falou sobre a abordagem policial com LGBTs e outras populações vítima de discriminação e preconceito”, explica Amorim. “Distribuímos material informativo, preservativos e tivemos um bate papo muito interessante, tudo de forma sadia e com o objetivo de informar a juventude LGBTS sobre seus direitos e deveres”.

O próximo encontro, que é aberto ao público - basta trazer sua cestinha de comes e bebes, preferencialmente sem álcool –  acontecerá no dia 10 de abril, a partir das 14h, e terá como tema o “Disque 100”, da Secretaria Especial dos Direitos Humanos da Presidência da República (SEDH). Com representantes da Secretaria, o debate será em torno do serviço oferecido para a população.

Criado em 2003 para inicialmente receber denúncias de violência contra crianças e adolescentes, o módulo LGBT do Disque 100 já está recebendo queixas desde janeiro de 2011. O serviço, que já havia sido ampliado, além de queixas contra homofobia, o disque 100, recebe hoje também denúncias de discriminação contra pessoas em situação de rua, idosos e pessoas com deficiência.

O Disque 100 funciona 24 horas, todos os dias da semana, incluindo domingos e feriados. Os telefonemas são gratuitos e podem ser feitos a partir de linhas fixas ou móveis para o número 100.

Por Karla Watkins 


Serviço:
3o Pinknique LGBTS
Dia 10 de abril
A partir das 14h 
No Parque da Cidade (Estacionamento do Kart).
Informações: www.eloslgbt.org.br


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