Deputados americanos votam pelo fim da DADT

Pela segunda vez esse ano, a Câmara dos Representantes(deputados) votou nesta quarta-feira, dia 15, a derrubada da lei "Don't Ask, Don't Tell", permitindo assim que os indivíduos, abertamente homossexuais, sirvam nas forças armadas dos Estados Unidos. "Esta votação consiste em saber se vamos continuar a dizer as pessoas, dispostas a morrer pela nossa liberdade, que eles precisam mentir para fazer isso", disse o deputado Patrick Murphy, que co-patrocinou a legislação.  Com uma votação de 250 a 175, a política controversa, que foi assinada pelo ex-presidente Bill Clinton em 1993, foi facilmente derrubada. Com a maioria dos democratas votando a favor e os republicanos votando contra. Quinze republicanos também votaram a favor da revogação, enquanto 15 democratas votaram contra. Agora cabe ao Senado decidir. Medidas para por fim na controversa lei, já fracassaram duas vezes no Senado.
Falando do plenário da Câmara, Nancy Pelosi, disse esperar que a votação da Câmara encoraje o Senado a tomar a decisão há muito tempo esperada. "O que isso faz é eliminar qualquer desculpa ... qualquer justificação para a obstrução", disse o deputado Barney Frank.  Como esperado, o debate de quarta-feira na Câmara foi politicamente tenso. Os Republicanos levantaram preocupações sobre a revogação. Segundo eles isso pode afetar a segurança nacional. "Os militares dos EUA não são os YMCA(Young Men's Christian Association), são especiais", disse o deputado Republicano Duncan Carter.   Já para os Democratas, a lei deve ser derrubada, não só por causa dos resultados de um estudo do Pentágono, que se mostrou esmagadoramente favorável a revogação, mas também porque é a coisa certa a se fazer. Uma pesquisa do Departamento de Defesa divulgada no fim de novembro apontou que 70% das pessoas ouvidas acham que o fim da proibição teria um efeito positivo, misto ou simplesmente nulo. Os que preveem resultados negativos somaram 30%. "Não importa quem você ama, só a bandeira que servem", disse o deputado Democrata John.

O fato de abolir a lei, não quer dizer que homossexuais seriam permitidos nas Forças Armadas, porque na verdade, isso eles já são. A lei não os proíbe de servir a seu País, mas os obriga a serem mentirosos e desonestos. Não só nas Forças Armadas, sejam elas de qualquer País, homens e mulheres deveriam ser analisados por suas competências, não por sua sexualidade. Sexualidade não determina caráter, não faz de ninguém mais ou menos competente, seja em que área for. Os militares americanos, não deixarão de ser competentes ao terem a liberdade de assumir sua sexualidade, mas com certeza, se tornarão mais honestos e mais verdadeiros.

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