Exército prende dois militares suspeitos de balear estudante após Parada LGBT do Rio

O Exército prendeu nesta quinta-feira dois militares suspeitos de envolvimento na agressão a um estudante de 19 anos após a Parada Gay do Rio, em Copacabana (zona sul), no domingo (14). O Comando Militar do Leste confirmou que os sargentos Ivanildo Ulisses Gervásio e Jonathan Fernandes da Silva, suspeitos pela agressão, foram presos preventivamente.
De acordo com a instituição, foi instaurado um Inquérito Policial Militar, que, após investigação preliminar e realização de exames periciais, constatou, inicialmente, a participação dos dois sargentos na agressão. O responsável pelo inquérito "considerou necessária a prisão preventiva desses militares", segundo o Exército. Havia três militares de serviço no Forte de Copacabana na noite de domingo.            
"O Exército Brasileiro reafirma o seu firme compromisso de não admitir, em hipótese alguma, que desvios de conduta de quaisquer dos seus integrantes fiquem impunes", conclui a nota divulgada à imprensa.

CONFISSÃO
O delegado titular da 14ª DP (Leblon), Fernando Veloso, afirmou na tarde de hoje que um dos militares suspeitos, que teria atirado contra o jovem, confessou o crime ao comando do Forte de Copacabana, onde está lotado. O delegado disse ainda não ter ouvido o militar.           
De acordo com o delegado, a afirmação foi feita por um representante do Forte de Copacabana, mas o nome dele não foi informado. Veloso disse também que ainda não foi informado qual dos três militares que estavam de serviço na noite do crime teria confessado o disparo. Na ocasião, o tiro atingiu abdômen do rapaz, mas não perfurou nenhum órgão vital.           
Por volta das 14h20 desta quinta-feira, o rapaz que sofreu a agressão estava na 14ª DP, com mais duas testemunhas do crime. Eles devem ser levados para o Forte de Copacabana para tentarem fazer o reconhecimento dos militares. Apesar disso, o delegado afirmou que se a vítima preferir, o reconhecimento poderá ser feito na própria delegacia, através de um vidro que evitaria que o jovem encarasse os suspeitos. No dia do crime, o estudante contou à polícia que, após participar da Parada Gay, foi com dois amigos para o parque Garota de Ipanema, no Arpoador. O local estava fechado e eles entraram por uma abertura nas grades. Segundo o estudante, havia cerca de 15 jovens no parque, todos homossexuais, namorando. A área não é de responsabilidade militar, mas fica ao lado do Forte de Copacabana. Por volta da meia-noite, diz o rapaz, três militares fardados abordaram o grupo e pediram a identificação dos jovens. Em seguida, passaram a hostilizá-los e um dos rapazes foi atingido por um tiro.
Veloso disse que estuda com a Prefeitura do Rio uma forma de evitar outros crimes no parque. "As pessoas invadem o lugar, que é ermo e isolado, durante a madrugada", afirmou. A Folha não teve acesso aos militares presos. O Exército não informou se eles já constituíram advogados de defesa. 


Fonte: Folha de SP

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